Consumidor acha camisinhas em iogurte no Rio de Janeiro

Consumidor teme que tenha contraído alguma doença, caso bebida esteja contaminada

Do R7


O agente de segurança Daniel da Silva Rodrigues, 35 anos, morador da Praça Seca, em Jacarepaguá, na zona oeste do Rio de Janeiro, encontrou três camisinhas dentro de uma caixa de iogurte de 1L, sabores banana, maçã e mamão, da marca Bialini. Ele comprou o produto em setembro do ano passado, em um supermercado do bairro. O agente contou ao R7 que percebeu que havia algo errado no iogurte, quando sentiu um gosto estranho na bebida.

— Quando eu coloquei na boca, senti um gosto estranho. Sacudi a caixa e, quando olhei, apareceu um objeto estranho boiando sobre o iogurte. Na hora, minha mulher percebeu que poderia ser um preservativo, mas como não sou perito, preferi levar a uma delegacia para averiguação.

Rodrigues registrou a ocorrência na Delegacia de Campinho (28ª DP). Segundo ele, o material foi encaminhado ao ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), onde foi constatado que havia três preservativos dentro da caixa do iogurte.

O agente conta que, após dar queixa na 28ª DP, foi ao supermercado para conversar com o gerente, mas não obteve nenhum tipo de apoio.

— Quando cheguei ao supermercado, fui maltratado pelo segurança. Quando liguei para o setor de laticínios e disse o que havia acontecido, a mulher que atendeu riu na minha cara. Aguardei o gerente do supermercado me ligar por mais de um mês e não obtive nenhuma resposta.

O agente de segurança entrou na Justiça contra a Bialini e contra o supermercado. Ele disse estar com medo de ter contraído uma doença.

— Eu estou fazendo tudo quanto é tipo de exame. Imagine se eu tivesse dado o iogurte para a minha sobrinha que sempre vai me visitar. Eu sou casado, minha mulher também pode ter contraído uma doença. Estamos com muito medo do que pode acontecer.

Rodrigues contou ainda que não consegue dormir direito desde o episódio, em setembro. 

— Eu passei três semanas sem dormir. Até hoje, não consigo dormir direito por causa disso.

A empresa Bialini informou, através de seus advogados, que ainda não foi citada da ação proposta e desconhece as alegações e eventuais documentos juntados ao processo pelo autor. A empresa afirma que sempre zelou pela qualidade de seus produtos e que diante do sistema mecanizado de sua linha de produção é impossível a inserção de corpos estranhos em seus produtos antes da embalagem ser lacrada.
De acordo com informações da 28ª DP, as investigações estão em andamento e todos os procedimentos necessários foram tomados. A Polícia Civil informou que outras informações não podem ser divulgadas para não atrapalhar as investigações.

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